Segundo o monitor do PIB (Produto Interno Bruto) da FGV (Fundação Getulio Vargas), a economia brasileira cresceu 1,2% em 2019. Em uma análise trimestral, a economia avançou 0,7% no 4º trimestre com comparação ao terceiro anterior. Já em comparação com o 4º trimestre de 2018, o crescimento foi de 1,9% nos últimos 3 meses de ano.

Em dezembro de 2019, o PIB apresentou estagnação, em comparação com novembro. Na comparação interanual, todavia, teve uma alta de 2,3%. O indicador mostrou um crescimento em 2019 um pouco acima da esperada pelo governo e pelo mercado. O resultado oficial do PIB, será divulgado somente em 4 de março pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O mercado, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, estima uma expansão de 1,12% para a economia brasileira em 2019, após um avanço de 1,3% do PIB tanto em 2017 como em 2018.

O Ministério da Economia também estima uma alta de 1,12% e, para o BC, o crescimento será de 1,2% no último ano.

“Apesar de crescer pelo terceiro ano consecutivo, os resultados ainda não foram suficientemente expressivos para retornarem ao patamar dos anos anteriores a recessão econômica de 2014-2016. Os preços constantes de 2019, o PIB de 2019, embora seja maior que os de 2015 a 2018, ainda é inferior aos de 2013 e 2014. O valor de 2019, o PIB per capita equivale a R$ 34.347, valor este inferior aos dos anos de 2010 a 2015”, destacou a FGV.

Segundo a FGV, os destaques positivos de demanda foram a formação bruta de capital fixo (termômetro de investimentos) e o consumo das famílias, que cresceram 2,7% e 1,8%, respectivamente.

Os três grandes setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços) cresceram, embora alguns de seus componentes como as atividades extrativa (-1,3%), indústria de transformação (-0,1%) e administração pública (-0,1%) tenham apresentado retração no ano.

FONTE:

Fundação Getulio Vargas

G1 – Economia